A reivindicação dos auditores fiscais pode ser atendida em parte pelo governo. Com a maioria em greve desde 18 de março, os 12 mil auditores fiscais que atuam em todo o país, querem aumento salarial de 42%.
O salário inicial de um auditor hoje é de R$10,155 mil e pode subir para R$14 mil, se as concessões do governo forem aceitas pelos grevistas. Outras reivindicações, que incluem mudança nos critérios de avaliação para promoções e sugerem que seja levado em conta o tempo de casa, não foram aceitas.
Contudo, o cenário mais preocupante já está montado. O direito à greve, garantido ao trabalhador, pode ter sido considerado numa condição no mínimo incoerente. Um piso de mais de 10 mil reais não precisaria nem ser dito não condiz com a imensa e faminta maioria da população, que sequer tem a possibilidade do direito a greves. Quando não são terceirizados no Brasil hoje são 2 milhões, estão sujeitos às barganhas com o também imenso exército de reserva.
Os trabalhadores terceirizados recebem em média R$600 a R$750 por mês e têm direitos limitados, principalmente quando se trata de reivindicar melhores condições.
Lamentáveis posturas as que protagonizam este episódio. Quem reivindica um salário irreal para as condições atuais do emprego no país e, pior, o governo, que cede às pressões.



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