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Será que o trabalho é um bom lugar pra se viver?

11/08/2008

Estress no trabalho é, no limite, uma redundância que me leva a crer que o que apregoava o Grupo Kisis na década de 80, com o Manifesto Contra o Trabalho, tem algo de messiânico.

Há algum tempo, quando estive desempregado, percebi o quanto a relação que se estabelece com o trabalho envolve valores não-monetários em quantidade enormemente maiores que monetários. E não estou falando da mais-valia do Marx, mas do que envolve o “custo do trabalho” para quem trabalha; o peso que o não-trabalho tem sobre a auto-estima por exemplo, de saber-se capaz de angariar o prórpio sustento (o que o trabalho é em primeira instância), mas não ter o meio para a realização.

Uma prova de que esses custos são perceptíveis é a maneira como a chamada Geração Y, dos nascidos entre 1979 e 1999, lidam com o emprego. Há pesquisas nesta área e levam à conclusão que, ao contrário da geração anterior, os workaholics, essa geração se importa mais com a qualidade de vida e com a individualidade que com o cumprimento rígido de regras e normas.

A idéia de estabilidade no emprego para a maioria das pessoas com mais de 40 anos passa por “tempo de carteira”, com certeza. Ou seja, quanto mais tempo se fica num emprego, mais perto se está do sucesso. Bem diferente disso, os jovens de hoje valorizam a flexibilidade. De horário, vestuário, enfim.

Acabei pensando nisso, aliás, sintetizando um pensamento que já me acompanha há algum tempo, quando vi o ranking do The Independent sobre os 10 melhores brinquedos de escritório.

Só não sei se tornar o ambiente de trabalho tão agradável (cabe uma gota de ironia) nos torna menos estressados ou mais apegados a ele.

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3 Comentários leave one →
  1. 12/08/2008 12:47 pm

    Risos, todo metido só porque é capaz de ler o britânico “The Independent”… Espero que no futuro você reconheça em mim esse estímulo ao jeito cosmopolita de ser.

    E mais: na Microsoft há fliperamas nos corredores e TV’s de plasma para filmes. O ambiente de trabalho fica sim mais agradável, mas as empresas são espertas: colocam o funcionário como parte integrante e direta dos lucros produtivos. Nessa mesma Microsoft, um funcionário pode sim “perder” horas a fio num jogo de pinball, mas tem de ter claro para si que seu salário, sua PLR, vai depender do quanto ele se dedicar a uma planilha de excel.

  2. 12/08/2008 1:01 pm

    Eu, Danilo Sanches, RG/CPF, reconheço para devidos fins que foi William Oliveira que me apresentou e estimulou à leitura diária do periódico inglês “The Independent” via internet.
    Sem mais.

  3. 12/08/2008 1:53 pm

    Risos. Assim está melhor.

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