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Nasceu, mas a Galiléia era longe dali

24/12/2008

julio

Enquanto todos esperavam o Filho, ele nasceu de véspera. E se propôs a amar como fosse, menos incondicionalmente. Aliás, condição alguma o faz, bem como fizera, amar quem não quisesse.

Afinal, nascera de véspera e, com isso, livrara-se do jugo de toda a humanidade. E de nascer um dia antes do Senhor, não cresceu subserviente – quanto mais servo -, mas com o respeito que recebeu, foi pra bem além da cruz. Cresceu pros meandros da mente humana e pra ela se dedicar, tirar-lhes as culpas e os pecados. Revestiu-se do branco manto e ouviu um a um os filhos que não foram seus, mas do Senhor, que deitaram-se em lágrimas e inconstâncias para que a eles dissesse, como um milagre, que deveriam afundar em seus egos e superegos e ides.

– Ide e não tomais mais os remédios- prescreveu. Nem só de química organiza-se o corpo, mas de toda a palavra que sai da boca e desentope o coração.

Castro nasceu Júlio; e hoje faz mais anos do que se imagina. A pele não lhe denuncia o revés dos anos. Mas o que de bom lhe trouxeram, isso lhe é claro e nítido – rio de evidências- pra quem lhe vem bater à porta.

Hão de deitar nesse divã Cristos e Hitlers. E hão de saber o quanto é cru e sofisticado viver.

*Parabéns, Júlio Castro.

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One Comment leave one →
  1. 27/12/2008 1:14 pm

    meu melhor presente, sem sobra de dúvidas. e é bem provável que eu esteja de olhos marejados, mas isso eu não vou revelar. saudades, mané!

    (obrigado)

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