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Democracia acima de qualquer suspeita

16/02/2009

Lula não seria ingênuo de propor as peripécias de Chávez por aqui — leia-se reeleição irrestrita. Gosta do empreguinho e da popularidade que, talvez, nem ele esperava. Mas Lula sabe que é terreno seguro, agora, pensar numa continuidade de governo, que seja com Dilma, e ainda usar a alternância de poder — pressuposto da democracia — a seu favor.

Pode parecer um jogo muito complexo, mas como temos acompanhado, o governo Lula, sempre com um olho no peixe e outro no gato, não vai querer Obama para inimigo a essa altura. Afinal, por mais que a cadeira do gabinete seja bastante confortável, não dá para seguir os planos de Chávez de ser um país solialista a curto prazo. Segundo ele, 14 anos.

No Brasil, nem a palavra, nem as políticas socialistas são bem vistas. Também, não basta que essas políticas sejam focos isolados. Sob o risco de serem boicotadas até o fim. Vide Cuba.

Mas o que me procupa mesmo é a idéia de se definir maioria simples numa votação e achar que está fazendo democracia. Os números, na Venezuela, são de 45% contra a medida proposta por Chávez, que venceu. Como acreditar que uma decisão rechaçada por metade dos conterrâneos seja realmente boa e democrática?

Claro que cabe a crítica a quem for. No final do ano passado, foi o PSDB da cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, que se beneficiou de uma mísera diferença para estabelecer-se pela quinta gestão consecutiva. Mudam as bandeiras, as práticas bem pouco.

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